A maioria das empresas já experimentou a IA. Lançaram um projeto-piloto, viram uma demonstração promissora e depois viram-no perder força discretamente, assim que o entusiasmo inicial passou. O padrão repete-se, o projeto-piloto durou algumas semanas, o responsável por ele mudou de função e a equipa voltou a recorrer à famosa folha de cálculo.
É fácil pensar que se trata de um problema de adoção, mas não é. É uma questão de saber quem fica responsável pelo trabalho depois de as ferramentas estarem implementadas.
Saiba mais sobre a abordagem KAIZEN™ à IA nas áreas indiretas
Por que razão mais ferramentas não produziram melhores resultados
Os modelos de IA mais potentes do mercado já estão ao alcance de quase toda a gente, mas os resultados na maioria das organizações continuam a ser escassos.
A razão é que a parte difícil nunca foi o modelo, mas sim a sua implementação: integrar a IA no fluxo de trabalho atual, corrigir o processo antes de sobrepor a tecnologia e garantir que a mudança se mantenha após a saída dos consultores.
Isto é válido especialmente nas áreas indiretas. As funções financeiras, de recursos humanos, comerciais, de apoio à cadeia de abastecimento, de conformidade e outras funções administrativas baseiam-se em trabalho transacional e nas transferências de tarefas entre equipas. Automatizar um processo que não funciona apenas agrava a disfunção. Quando o fluxo de trabalho subjacente é redesenhado primeiro, a mesma automatização que teria falhado passa subitamente a ser eficaz, libertando capacidade que pode ser redirecionada para o trabalho que realmente necessita de intervenção humana.
Corrigir o processo antes de o automatizar
O mecanismo é simples de descrever, mas exigente de executar: simplificar, digitalizar e, por fim, automatizar.
Primeiro, eliminar os passos que não deveriam existir. Depois, passar para o digital o que ainda está em papel e disperso por caixas de entrada e folhas de cálculo. Só então a automatização é aplicada, e apenas nos casos em que gera um retorno mensurável.
É ao ignorar os dois primeiros passos que as organizações acabam por ficar com doze passos automatizados, quando cinco teriam sido suficientes. O resultado é um hábito enraizado na forma como o trabalho é realizado, e não um cartaz na parede ou um projeto que termina assim que a atenção se desvia para outro lado.
